quarta-feira, 17 de junho de 2009

Nada mais

Então você me diz, é tudo isso mesmo? É assim que é? Eu contrario calada pra não perder as feições de certeza do seu rosto inquieto. Apoiando o queixo em uma das mãos, eu vago longe, mais perto do que deveria estar. Os pés denunciam qualquer motivo, meio sem explicação. Eu digo sem pensar que acho que tudo isso é uma grande bobagem, apesar do drama, eu gosto mesmo é simplicidade. Enquanto eu digavo sobre o nada, você conforta suas esperanças no meu peito. No momento eu consigo lembrar daquela paixão antiga que me fazia duvidar do mundo e questionar todos os princípios da humanidade. Eu não quero ser completa, consegue entender?
Eu quero ter o milk shake na madrugada e passar o resto da noite revirando os olhos de tensão. É que ainda morro muito pra viver mais um dia.
Você não percebe que as esquinas podem ser todas iguais e quem faz a diferença é quem passa por elas? Eu passo por aqui, você passa por aí, e, quem sabe, a gente se encontre no meio do caminho. Assim, sem pretensões pra uma pessoa do meu tamanho.
Assim, cheio de intenções. Segundas, terceiras. São multiplas as formas e os tamanhos. E você entenda como bem entender.
Não. Não faça essa cara de desentendido. Você sabe bem o que eu quero dizer, me deixa terminar de falar. Eu to com as formigas no peito dando saltos mortais.
Eu quero e eu preciso dizer... nada mais!

Um comentário:

  1. Pessoa esquisita viu?
    eu digo que uma crveja sozinha na madrugada resolve parte dos dramas!

    adeus

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