Ai como o mundo gira. Como as coisas mudam. Tudo ao mesmo tempo. Agora. O tempo nos atropelando tic-tac, tic-tac, tic-tac. 5 horas. 7 e 30. 7 meses, 1 ano, 6 meses. E eu que achava que ia ser um ano tranquilo. Eu que pensei que nunca mais ia passar por isso. Eu que adorava fazer poses de adulta com quase 22 anos, agindo igual uma pré adolescente boboca descobrindo suas próprias limitações.
É porque a vida também prega umas peças esquisitas. Um dia amanhece o maior sol do mundo, fica tudo quentinho, tudo clarinho, tudo no diminutivinho. No outro amanhece um frio absurdo, faz os dedos do pé congelarem, o nariz e a garganta se fecharem pro resto do mundo. A expectativa faz o estômago dar um salto mortal a cada 5 minutos. O gosto de cigarro da noitada passada não permite sentir o cheiro de coisa nova chegando. E aí eu perco a chegada, chego atrasada e não respondo nem a chamada. Passou por mim e eu nem vi, tão rápido, tão morno. Enquanto eu desejo a panela fervendo. Eu não quero o mundo todo parado pra me ver chegando cada vez mais perto.
O mundo realmente não para. O tempo dá umas estagnadas de vez em quando, só pra voltar com força total depois e te provar que até os minutos podem ser crueis se você não souber como aproveitar.
Eu sei que tudo ainda vai mudar mais ainda. Eu ainda tenho os 22 anos pra fazer, ainda tenho um pouquinho de medo pra passar, a fé em Deus que se renova sempre que não tenho aquele desejado controle das coisas mais improváveis. Dessa vez é de verdade, não é por falta de coragem, nem de vontade. Talvez não minha.
Tenho areia nos meus olhos.
E continua fazendo tanto frio...
Nenhum comentário:
Postar um comentário